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2.100 milhões de anos, um meteorito causou a destruição
da superfície da Terra. A magnitude da catástrofe foi
tal que, apesar do tempo transcorrido, ainda é possível
visualizar a principal marca do choque com o solo. Estamos falando
da magnífica cratera Vredefort, situada na província
sul-africana de Free State. Até há pouco os cientistas
acreditavam que esta cratera era uma relíquia vulcânica
do passado.
Uma equipe de geólogos da Universidade de Witwatersland está
estudando-a a fundo e já têm um veredito: a cratera de
Vredefort foi causada por um gigantesco choque cósmico, e não
só isto - com seu diâmetro que vai de 250 a 300 Km, a
Vredefort subiu para 1º no ranking, tornando-se a maior e mais
antiga cratera da Terra. Supera em dimensões a cratera canadense
de Sudbury, e também a de Chicxulub, na península de
Yucatán. Como este último, a cratera sul-africana teve uma grande
influência no clima terrestre quando nosso planeta tinha a metade
da idade de hoje, afetando boa parte da vida na superfície
do planeta.
Os
geólogos coordenados por Uwe Reimold concluíram que
os minerais do interior da cratera foram deformados de um modo que
a atividade vulcânica terrestre não pode fazer. A cratera
de Vredefort, que serve de paisagem natural à população
de mesmo nome, é tão grande e está tão
erodida que não denota sua verdadeira origem com facilidade.
Para causar uma depressão como essa, um objeto procedente do
espaço, de uns 10 Km de diâmetro, teria que chocar-se
contra o solo a uma velocidade de 40.000
a 250.000 km/h. A quantidade de pó que lançaria na atmosfera,
tornando-a opaca ao encontro com a luz solar, causaria uma catástrofe
sem precedentes.

Meteoritos
Tempestade
de meteoros

Research
Proposal on the Vredefort Structure
Vredefort Structure
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