|
Monumento
Na seção de manuscritos da
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, existe um documento de pouco mais de dez páginas,
classificado sob o número 512, que foi descoberto em 1838 por um secretário do Instituto
Histórico e que descreve detalhadamente uma imensa cidade abandonada no
interior da Bahia. A localização é imprecisa, mas a região apontada é a
mesma onde antigos viajantes afirmam ter encontrado altos muros e ruas calçadas de
grandes pedras. Com a invasão do mato, a cidade só é notada pelo viajante que venha a
atravessá-la, sendo muito possível passar nas suas proximidades sem perceber sua
existência.
|
Lenda
Uma velha lenda que data do
tempo dos bandeirantes fala da cidade perdida no sertão baiano. É dessas lendas que
persistem e volta e meia aparecem, dando a idéia de que ocultam alguma coisa de
verdadeiro. Entre 1840 e 1847, foi feita minuciosa pesquisa na região apontada, que é
bastante vasta e inóspita. Aristides Espíndola, em conferência feita em 1888, afirmava
que os moradores da margem direita do rio Gongori têm notícia de ruínas espantosas.
Essa é, das nossas, talvez a "lenda" mais intrigante, dada a persistência com
que se repete há séculos. Os depoimentos nem sempre coincidem, mas em alguns pontos
confirmam uns aos outros.
|
Coronel
Fawcett
Em 1925 uma expedição ao
Mato grosso, na Serra do Roncador, o explorador Cel. Fawcett, seu filho Jack e um amigo
desapareceram. Eles já haviam dito que descobriram túneis na serra que levavam à
cidades subterrâneas. Certa vez o filho do explorador , que não foi na expedição,
recebeu uma carta de um soldado alemão dizendo que seu pai estava vivo e morando numa
dessas cidades. Fawcett levava consigo, quando desapareceu, um pequeno ídolo negro
encontrado numa viagem anterior à região e que, para o inglês, era uma das provas da
existência de não apenas ruínas, mas de uma civilização sobrevivente ainda hoje,
isolada por completo do resto do mundo.
|